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Halitose Dicas para melhorar seu hálito

Publicado em 25/01/2021 08:00

O mau hálito, também conhecido como halitose, é um problema extremamente comum e afeta grande parte da população mundial. Dados atuais mostram que cerca de 25% dos adultos em todo o mundo, sofrem de mau hálito crônico, podendo causar significantes alterações no comportamento social e psicológico do indivíduo. O mau cheiro bucal vem incomodando o ser humano há séculos. Historicamente, podemos encontrar muitos relatos de situações em que o fedor oral causou repulsa ou constrangimento social. O maior problema é que não existe uma fórmula mágica para combater esse mal. O que existe é DIAGNÓSTICO preciso. O mau hálito pode ter origem em lugares diferentes da boca (ou do trato digestivo) e cabe ao dentista descobrir a fonte das bactérias que produzem o mau cheiro para poder controlar essa doença. Estima-se segundo estudos de Universidades e associados à IABR (International Association of Breath Research) que em torno de 90% dos casos de halitose sejam de origem bucal, e apenas 10% de outras origens, como estomacal que em raros casos de Diverticulose Esofágica ou ainda devido a arrotos ou refluxo gastro-esofágico, porém nestes casos a alteração do hálito é momentânea e passageira e seu odor não é o característico cheiro de enxofre ou nos casos de mau hálito originado nas vias aéreas superiores, os principais responsáveis são os cáseos amigdalianos (são pequenas formações alimentares com presença bacteriana nas amígdalas), e de origem sistêmica ou metabólica, temos o jejum prolongado, a xerostomia (boca seca), a ingestão de alimentos odoríferos (capazes de alterar o hálito), o diabetes não compensado, a hipoglicemia e as alterações hepáticas, renais e intestinais como causas principais, mas que como vimos acima correspondem somente a uma porcentagem muito pequena dos casos. A crença de o estômago provocar o mau hálito talvez seja um dos maiores mitos na área de saúde da atualidade. Na sua maioria, a halitose está relacionada com a má higiene da língua, isso ocorre principalmente pelas características anatômicas, que favorecem a formação de um nicho específico para as bactérias anaeróbias e para o acúmulo de substrato necessário para o metabolismo bacteriano, formando-se assim a saburra lingual. A Saburra Lingual é uma placa bacteriana esbranquiçada ou amarelada que se forma principalmente na parte posterior da língua. Ao final do metabolismo bacteriano, são produzidos compostos de odor ruim, que são gases derivados do enxofre chamado de compostos sulfarados voláteis, estes são os principais causadores do mau hálito. Um fato importante é que entre as bactérias encontradas na saburra lingual, algumas espécies podem dar origem a doenças sistêmicas, como por exemplo, a gastrite, a pneumonia, endocardite bacteriana, acidente vascular cerebral e doença periodontal. Dessa forma, a remoção da saburra lingual e seu efetivo controle são importantes instrumentos de prevenção a várias doenças e esse controle pode ser feito com a escovação da língua com a própria escova ou com raspadores linguais. A doença Periodontal é outro fator determinante para o mau hálito. Essas bactérias vivem entre as gengivas e os dentes, na porção subgengival. Portanto, controlar a doença periodontal é um dos passos no combate ao mau hálito. Outros fatores que podem causar alteração do hálito de origem bucal são: dentes semi-inclusos, excessos de tecido gengival, feridas cirúrgicas, cáries abertas e extensas, próteses mal adaptadas, abscessos, estomatites, miíase, cistos dentígeros e câncer bucal. Estes podem ser facilmente identificadas e tratadas (ou encaminhadas para tratamento) por um Cirurgião Dentista experiente.  


Com algumas dicas simples podemos diminuir consideravelmente a produção desses gases mal cheirosos: 

Boca Seca (xerostomia) contribui para o mau hálito, a saliva age na boca como uma vassoura, com sua produção você estará varrendo as bactérias indesejáveis para o seu estômago, onde elas morrerão, e também os restos alimentares, que se na boca ficarem servirão de alimento para as bactérias. Cada pessoa produz em média meio litro de saliva por dia. Porque as pessoas têm boca seca? Exceto as doenças provocadas pelo aparelho digestivo, a boca seca se deve às pessoas que não estão consumindo uma quantidade suficiente de água diariamente. Geralmente, esperamos estar com sede para bebermos água, está errado! Qualquer endocrinologista ou nutricionista vai lhe falar isso. Devemos nos educar para estarmos bem hidratados, assim a produção de saliva ficará normal.  Eliminar enxaguantes bucais com álcool, pois ele retira água e oxigênio da sua boca, tornando-a seca e facilitando a proliferação de bactérias que detestam oxigênio, as anaeróbicas. Evitar consumo exagerado de bebidas alcoólicas e cigarros, porque também contribuem para o ressecamento e o aumento da acidez da boca. Os alimentos embutidos, enlatados e ricos em proteína são os principais contribuidores para sua halitose. Não há a necessidade de eliminar de seu cardápio esses alimentos, e sim procurar ter uma dieta balanceada, com muita fibra na sua alimentação. Faça pequenas refeições a cada 3 a 4 horas. O café altera o pH de sua boca por ser ácido, e os ambientes com maior acidez são mais propícios para o desenvolvimento das bactérias anaeróbicas. Diminua seu cafezinho. Tente controlar seu estresse, pois ele também pode causar mau hálito pela liberação excessiva de adrenalina do organismo, seu efeito é a diminuição do fluxo salivar, provocando a boca seca. Incorpore à sua escovação dos dentes e o uso do fio dental a escovação da língua, todas as vezes que fizer a sua higienização. Fazer bochecho com solução de água oxigenada diluída em água, essa diluição deve ser orientada pelo seu Cirurgião dentista, este composto que vai acabar com o excesso de bactérias anaeróbicas em sua língua, nunca engolir. Nenhum desses procedimentos por mais eficazes que sejam, e os são, substituem uma visita ao seu dentista, visite-o regularmente e cuide com muito cuidado de sua saúde bucal. Buscamos a excelência sempre.
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Dentista
CRO 2127 MS

Responsável pela publicação
EmConsulta
Responsável técnica:
Dra. Thais Correia Leone Della Pace
CRM/MS 4056
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