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Cálculo Renal e Ureteral

Publicado em 20/07/2020 08:00

O Cálculo Renal (Pedra nos Rins), ou ainda Litíase Urinária, acomete 10% da população, principalmente em Hipertensos ou diabéticos, obesos, sendo que 25% tem história familiar. Acomete principalmente indivíduos entre quarta e sexta décadas de vida.

Há ainda uma variabilidade geográfica notável, com maior prevalência em localidades de clima mais quente, sendo que o número de casos novos tem aumentado globalmente.

O mecanismo de formação da calculose renal é complexo, passando por mecanismos hormonais, intrínsecos do rim e dietéticos.


Sintomas

Na maioria das vezes, a doença é assintomática e por isso, passa muito tempo desapercebida.

No entanto, quando os cálculos passam a obstruir a drenagem urinaria, podem causar dores importantes (cólica renal), se manifestando na região lombar ou abdominal inferior.

Podo ocorrer também:
  • Náuseas
  • Vômitos
  • Calafrios
  • Distensão Abdominal
  • Febre
  • Desejo frequente de urinar
  • Sangue na urina
E em complicações mais graves:
  • Dores intensas
  • Diminuição ou perda de função do rim afetado
  • Infecção Urinária / sepse
  • Hipertensão arterial


Diagnóstico

Com base na suspeita clínica são solicitados exames complementares para estimar função renal e visualização do cálculo em sim como possíveis complicações.

Dentre os exames de imagem podemos citar: ultra sonografia rins e vias urinarias, Radiografia simples ou contrastada (urografia excretora), porém o exame padrão ouro é a tomografia computadorizada.

Cabe ressaltar que a solicitação de exames está a cargo do médico assistente e deve ser individualizada caso a caso.


Importância

O acúmulo de cálculo renal pode predispor infecção urinaria ou ser abrigo de bactérias uropatogênicas.

A chance de insuficiência renal crônica é 2 vezes maior em indivíduos com pedra nos rins, sendo que 3% irão para terapia dialítica.

Atentar para elevada recorrência, sendo:
1 ano: 15%
5 anos: 35%
10 anos: 50 – 85%
 

Prevenção

A formação dos cálculos renais está intimamente conectada com o hábito alimentar, sendo que a recorrência em 10 anos pode reduzir em até 5 vezes se medidas simples forem adotadas, como alterações alimentares.

Segue abaixo as principais orientações dietéticas gerais:
  • Beber água suficiente para urinar 2 a 3 litros ao dia
  • Aumente o consumo de sucos cítricos (naturais, sobretudo laranja e limão)
  • Evite suplementação de vitamina C com doses superiores a 1 grama ao dia
  • Diminuir o consumo de sal. Vale a pena lembrar da presença do sal em enlatados (sardinha, atum), embutidos (presunto, apresuntado), temperos industrializados, molhos tipo shoyo, “salgadinhos”. Alto consumo de sódio eleva risco de recorrência de cálculo renal de 11% para 61%
  • Diminuir o consumo de proteínas de origem animal (carnes brancas, vermelhas e peixes). Recomendação é o consumo de até 1 grama de carne por quilo de peso ao dia
  • Reduza o consumo de alimentos ricos em oxalato (café, chá preto, cacau/chocolate, espinafre, nozes)
  • Não é recomendado dieta pobre em cálcio
  • Aumente consumo de fibras e vegetais (eleva excreção urinaria de inibidores de formação dos cálculos)
  • Evite refrigerantes, principalmente a base de cola


Mudança no Estilo de Vida

Atividade física contribui para controle de Obesidade / sobrepeso, bem como outras comorbidades.

Controle adequado de Hipertensão e Diabetes.


AVALIAÇÃO METABÓLICA

Em alguns casos é importante a investigação de possíveis alterações metabólicas, como aumento de absorção de cálcio /oxalato no intestino, redução do citrato urinário, elevação dos níveis de ácido úrico, cistinúria.

Com adequada analise urinaria e hematológica (exames de sangue) é possível diagnosticar a causa metabólica sobjacente em 75% dos casos.

Alguns casos específicos merecem atenção para analise metabólica, como: indivíduos metabolicamente ativos, história familiar, alteração intestinal disabsrotiva, rim único, múltiplos cálculos, crianças, pilotos de avião, recorrência de litíase menor que um ano, dentre outros.

Com a identificação da causa subjacente a formação de cálculos e correto tratamento, dietético e medicamentoso quando indicado, conseguimos excelentes resultados no tocante a recorrência em 10 anos (com X sem tratamento): 15% X 85%, média de 0,8 X 1,8 cálculos ao ano.
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Dr. Flavio Gonçalves Faria

Médico
CRM 6798 MS

EmConsulta
Responsável técnica:
Dra. Thais Correia Leone Della Pace
CRM/MS 4056
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